quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Fumaça negra



Confuso...afundado em minhas próprias paranoias...
É assim que me sinto na maior parte do dia, assim que me senti hoje, assim que me sinto a algumas semanas, tudo esta bagunçado, nada me satisfaz, qualquer bater de asas de borboletas pra mim gera um furacão, é tão complicado ser eu, analiso, busco respostas, tento me interiorizar. Por que? Como mudar? Nada vem a mente, só uma raiva crescente a cada deslize alheio, a cada mínima vacilada meu carinho por alguém some. 

Houve uma época que eu era feliz, que as pequenas coisas eram leves, onde foi que se perdeu? Onde esta? Por que me deixou? Onde eu deixei? Mergulho em minhas lembranças, estático, com olhar fixo em algum ponto qualquer...onde você esta? Felicidade, não é coisa desse mundo? Mas de onde surge essa insatisfação toda? 

Respiro fundo para não ter mais uma crise, mais um surto, solto o ar de leve como se eliminasse uma fumaça negra que me deixa pesado, que ao deixar meu corpo me faz mais leve, mas meu cérebro, meu coração, trabalham incessantemente como fábricas que produzem toda essa poluição, paz? Não tenho a um tempo...Já não sei mais o que é dormir uma noite bem, não sei o que é deitar no travesseiro e simplesmente apagar, sem ter que deitar apenas quando estou exausto. As vezes é difícil abrir os olhos, sair da cama, acordo assustado, atrasado, perturbado. 

Mais uma vez respiro fundo, tento deixar o ar que entra em meus pulmões ocupar o espaço da pesada fumaça preta. Rezo, como rezo, para que ela vá embora, mas sempre esta la, me aprisionando, pesando, me fazendo de escravo, quero me libertar, quero soltar essas algemas e seguir livre. Quem pode me ajudar? Apenas eu...

O difícil é saber como. Minha criatividade se encontra a sete palmos, morta e enterrada, agora descansa num paraíso do passado onde tudo era calmo e tranquilo.

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